Por: Bruna Bozano
A publicitária Amanda Nogueira, 32 anos, lembra com clareza da viagem que mudou sua relação com o seguro viagem. Em 2022, durante férias na Argentina, escorregou em uma calçada molhada e torceu o tornozelo. O resultado: três dias de internação e uma conta médica equivalente a R$ 8 mil — pagos do próprio bolso.
“Eu achava que seguro viagem era só pra quem ia pra Europa. Aprendi da pior forma que um acidente simples pode custar caro”, conta.
Casos como o de Amanda se repetem. Segundo levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), cerca de 30% dos brasileiros que viajam ao exterior ainda embarcam sem seguro, e 1 em cada 5 já enfrentou imprevistos que geraram despesas médicas, atrasos ou cancelamentos.
O engenheiro Rodrigo Lopes, 41 anos, teve uma infecção alimentar no Chile e precisou de atendimento hospitalar de emergência. “Foram R$ 1.500 em consultas e medicamentos. Se tivesse contratado o plano de R$ 15 por dia, teria saído por menos do que gastei em remédio”, relata.
Esses episódios revelam um comportamento comum: muitos viajantes subestimam o risco. As emergências mais frequentes cobertas pelos seguros incluem intoxicações, quedas, febres em crianças, crises alérgicas e extravios de bagagem — situações que acontecem em qualquer lugar.
O setor de seguros tem buscado reverter essa percepção com planos mais personalizados e acessíveis. Hoje é possível contratar um seguro viagem inteiramente digital, com cobertura automática, assistência via aplicativo e reembolso em até 48 horas.
Em um mercado onde a previsibilidade é rara, o seguro viagem virou uma ferramenta de proteção emocional e financeira. E as histórias de quem dispensou o serviço mostram que, quando o barato sai caro, o aprendizado vem junto com a conta.
